Domingo, Janeiro 29, 2006

São todos iguais

O benfica perdeu com o outro clube da 2ª circular...é a segunda vez numa temporada. Não se limitou a perder, levou um baile e levou um baile tendo à disposição melhores jogadores (com excepção de Beto). Claro que acabado o jogo logo disseram os sportinguistas que devia ter sido 7 ou 8. Afinal não são só os lampiões que se crêem os melhores à mínima oportunidade...

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

Quando for grande vou ser...

Ser informático é algo para o qual não creio ter vocação. Vou esforçar-me o máximo que possa e vou ser pelo menos razoável mas já sei o que não vou ser quando for grande.

Eurosondagem

Alegre parece que tinha razão. Algo de estranho se passava nas sondagens desta empresa. Será que alguém irá averiguar? Será que a credibilidade da empresa não será afectada...? Ou será que, na verdade, não se passa nada que toda a gente (que é gente) soubesse?

Regressão

Sócrates teve de dar indicações para não haver represálias contra Alegre e os seus apoiantes. I.e., a reacção natural dos duplamente derrotados era realizá-las.

Depois das perseguições, ameaças de despedimento, e insinuações de «quem te avisa teu amigo é» aos apoiantes de Alegre. Após se voltar a sentir o medo de expressar a opinião e apoiar quem estivesse fora da linha oficial do partido, este é um ponto de exclamação óbvio numa forma de fazer política que pensávamos erradicada.

Não deixa de ser irónico ver os impolutos Soaristas fazerem insinuações quanto ao espírito democrático de Cavaco. E não deixa de ser sintomático que o frei Louçã, tão moralista no que a Cavaco diz respeito, não erga a voz quanto a isto.

Afinal há um pequeno Alberto João em todos nós...

Domingo, Janeiro 22, 2006

Dançando por vulcões

De forma pateticamente nostálgica e desfasada no tempo falo agora um pouco da viagem que me levou de Oaxaca de regresso à cidade do México.

Foi um caminho preenchido com mais dois mosteiros, um em Tlacamachalco, sem nenhuma piada extra para além de umas pinturas no tecto realizadas por um indígena que só por si valeram o desvio de 40km. A forma como alguns "mesoamericanos" recolheram no seu coração (e não apenas no bolso e no corpo) a religião cristã não deixa de ser digna de registo. As pinturas abordavam temas bíblicos que iam desde os omnipresentes evangelistas até ao apocalipse e subsequente redenção (ou não). Usamos vários guias na viagem e para esse mosteiro entrámos com o "Blue Guide" que é um guia cultural extraordinário. As beatas (e beatas to be), que tiravam da igreja a água proveniente de uma copiosa chuva no dia anterior, rodearam-nos para saber como sabíamos nós o que estava representado no tecto da sua igreja de sempre. Os bonecos eram bonitos mas nenhuma dela tinha ideia do que representavam! Tão perto e tão longe...

Depois de uma breve passagem por Cholula e pela sua igreja construída no topo da segunda maior pirâmide mesoamericana, depois da do Sol de Teotihuacan, fomos dormir num hotel caído do céu (chovia, estávamos no meio do nada e o breu era mais escuro que ele mesmo) em San Andres Calpan (que, obviamente, é famosíssimo internacionalmente :-)

Qual o porquê de nos metermos por aí? Queríamos passar pelo Passo de Cortés, portela entre o Popocatepetl e o Iztaccihuatl, a 2ª e a 3ª maior elevação do México respectivamente (5400mt e 5200mt). Ambos são vulcões e o primeiro dos quais está activo. Do hotel onde ficámos a vista era monumental, algo que me deixou muito impressionado tanto pela dimensão como pela beleza de ver o sol nascente reflectir-se na neve do Popocatepetl. O hotel estava, aliás, numa zona privilegiada pois na parte de trás podiam ver-se outros dois vulcões, o La Malinche e o Pico de Orizaba (4ª e 1ª elevação do México). O Pico de Orizaba estava a mais de 200 km. É incrível poder ver perfeitamente algo que está a mais de 200km! Nem do castelo de Palmela se pode tal coisa :-) Seria como da Graça ver a Sé Velha de Coimbra.

Depois, passar entre os dois colossos foi o ponto de exclamação duma viagem a todos os títulos notável. Claro que a Cidade do México estava mergulhada na mais profunda poluição pelo que não foi possível presenciar a imagem tão bem descrita de Diaz de Castillo do que é hoje conhecido (inapropriadamente) por Valle de México.

Popocatepetl


Os vulcões Iztaccihuatl e Popocatepetl vistos da Cidade do México,
quando a poluição não a oprime


O Popocatepetl visto já do Passo de Cortes

Mais do «Popo»



Aqui a partir de Cholula, onde uma igreja coroa uma pirâmide pré-colombiana

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

O progresso

A gasolina em Portugal chegou aos €1,25, em Inglaterra já a compro a €1,24 (£0.86). Deve ser o progresso, deve ser o elevado nível de vida em Portugal. Ou é isso ou a Petrogal (o estado) anda a roubar descaradamente os portugueses, o que não acredito.

Segunda-feira, Janeiro 16, 2006

Ser lúcido

«...ser lúcido é não olhar apenas para a melhor parte do mundo e por isso é não estar contente com o que se vê»

Gonçalo M. Tavares

Quinta-feira, Janeiro 12, 2006

A globalização é fabulosa

Na nossa querida cidade de Bangalore há uma rua de mais de 5km ocupada exclusivamente por helpdesks e call centres de todo o mundo (por enquanto apenas de países anglo-saxónicos mas...).

Essa actividade começou há cerca de 5 anos. Primeiro contrataram os estudantes universitários que falavam inglês, depois todos os indianos com um QI acima de 70 que falassem inglês, o passo seguinte, e inevitável, era contratar quem quer que fosse.

Como num helpdesk, por exemplo, dos serviços da BT se espera que as pessoas falem inglês os iluminados da globalização (que ganham milhões quando se limitam a dizer às empresas ocidentais para deslocalizarem os serviços) começaram a ensinar inglês a todos os “bangalorianos” que quisessem trabalhar na BT. Como? Fácil. Três semanas de Eastenders, 10h/dia e estão prontos para atender chamadas. Não estou a gozar!

Como se contrata? Anda-se com um maço dólares nas mãos e pergunta-se a jovens nas imediações das faculdades: “Do you speak english?” Se dizem que sim, mesmo que não seja verdade, dá-se dinheiro à pessoa para que se instale numa residência da empresa.

Há pessoas de todo o sul da Índia a afluir à cidade para trabalharem em call centres e helpdesks.

Admirável mundo novo...

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

O universalismo de Sharon

Sinagogas de todo o mundo estão repletas de crentes que rezam pela saúde de Sharon. Seguramente que estarão ocupadas, mesmo que não em tão grande número, quando a saúde de um outro importante lider mundial estiver em condições similares.

Ainda que me pergunte, por exemplo, se no caso de Mitterrand houve tantos fiéis franceses nas sinagogas.

«Chechisses»

Se o acto de senilidade de Soares que vi num ficheiro que me foi enviado é verdadeiro (e tudo parece apontar que sim) algo está mal, muito mal. Cavaco continua a desiludir mas Soares claramente não está em condições sequer de gerir a sua casa (para isso está lá a Srª Barroso). Mais grave é que a comunicação social deixou, aparentemente, passar em branco a prova clara das incapacidades de Soares. Bem, talvez seja o candidato verdadeiramente mais perto do que querem os portugueses, mas duvido.

O lixo

O trânsito funciona bem em Inglaterra. Em geral as pessoas são respeitadoras, o que ao princípio até me deixava desconfiado. Porém, há coisas curiosas. Deitam lixo para o chão como verdadeiros mexicanos. Papel, cigarros, caixas (!), you name it. A diferença é que há sempre uma máquina atrás a limpar. Os serviços estão para servir, não haja dúvida, até chegam a salgar a estrada sem estar gelada porque é a obrigação nesta altura do ano.

Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

Wythenshawe

Como chegar até lá? Hoje vou sozinho para a empresa que se encontra nesta localidade. A concentração urbana é tão grande em Inglaterra que as localidades e estradas que as servem são muito numerosas. Fiz o caminho de duas formas diferentes das duas vezes que fui acompanhado. Não tenho muita fé em chegar lá à primeira. Talvez amanhã escreva aqui de um cibercafé em Edimburgo.

Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

Das ilhas

Depois de alguns dias regresso ao ciberespaço. A minha viagem pelo espaço real foi longa e curiosa mas não demasiado atribulada. Numa viagem para o norte da Europa não deixa de ser curioso ter sido em Burgos onde apanhámos mais frio. Em Bordéus o meu stress quase irracional fez-nos perder tempo e paciência, devidamente compesada por uma agradável visita a Poitiers. O periférico de Paris, famoso pela confusão que gera aos mais incautos, tratou-me bem (ter sinalizações que realmente sinalizam também ajuda). Até Calais segui o carro da salga da estrada e apreciei uma paisagem única, mesmo que singela. Já posso dizer que conduzi debaixo de um nevão.

De Dover a Manchester foram 5 horas de caminho pela esquerda. Disse a mim mesmo «isto não é assim tão difícil, conduzir pela esquerda», claro que saí em Manchester e perdi-me, meti-me em contra-mão numa rotunda e pedi ajuda a ingleses que foram diligentes no auxílio, como bons ingleses.