Quarta-feira, Novembro 30, 2005

Os tempos e calendários


O Colóquio correu às mil maravilhas, pessoas e conferências interessantes e uma constante aprendizagem num óptimo ambiente. Com um organização do meu colega de blogue (não parece mas sim existe :-) absolutamente exemplar!

A homossexualidade religiosa

Não quero fazer juízos morais, não que não os tenha mas nem sequer é o momento para os fazer, quanto à decisão papal. Contudo, o que me move a escrever estas linhas é uma questão legal. Não é esta decisão claramente inconstitucional na maioria dos países em que vai ser aplicada?

Domingo, Novembro 20, 2005

A morte anual

Em tempos de quase natal vem atrasada esta minha recordação. Enquanto em Portugal se recordava o sismo de 1755, no México festejavam-se os mortos. Por toda a cidade (melhor, por todo o país) há, nestas alturas, altares dedicados aos mortos mais queridos. Em todas as casas uma oferenda, mais ou menos grande, dependendo do tamanho da família e do orçamento, em que se coloca o petisco preferido de cada pessoa recordada. Claro que, estando no México, domina a Tequilla, a Corona, moles, tamales e coisas afins. Há altares por todo o lado, jardins, ruas, escritórios, etc. A morte é uma festa, mesmo que não seja tão bonita quanto a de Saramago.

A morte anual


Mictlantecuhtli. O Senhor da Morte



Doces caveirinhas de açucar



Altar caseiro não muito aprumado


A esfinge

Compreendo mas não me agrada o silêncio de Cavaco Silva. 
Vencer pela inércia não me parece que seja uma contribuição
positiva para o regime democrático.

É o berloque que temos e é pena...

O frei Louçã vem dizer que sempre se opôs à nefanda intervenção no Afeganistão. É uma solidariedade sacerdotal pelos congéneres Taliban que se compreende.

Já Daniel Oliveira vem comparar Cavaco com Salazar. Seria um acto desagradável e irresponsável se proferido por pessoa séria. Uma vez que saíu da boca de um estalinista empedrenido (como já antes tinha saído da de um descolonizador oportunista), que só não empala todos os que discordam dele porque vive num estado de direito (que parece desprezar) só nos resta encolher os ombros. Por enquanto...

Aí está o Natal!

Quanto mais obscura se torna a crise e a depressão nacional mais obsessivamente se procura a luz ilusória e a fantasia. Quantas ilusões representa a árvore dos mil kilowatts, na Praça do Comércio? Numa dimensão mais modesta, já vejo luzinhas de Natal nas varandas fechadas das casas do meu bairro. Falta mais de um mês para o Natal. As ruas já começam a ser ornamentadas. Começa o bulício das compras, das trocas, a agonia do consumismo. Estamos a caminho de confirmar aquela máxima de que «o Natal é quando um homem quiser». Mas ao contrário do espírito original. Recordo, por isso, a estrofe do poema de Ary dos Santos, cantado pelo Paulo de Carvalho:

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Quinta-feira, Novembro 17, 2005

As indecisões que arruinam o futebol

Há muito que defendo algo semelhante às modalidades ditas amadoras para o nosso futebol: 12 equipas na 1ª liga que depois de jogarem todas contra todas são divididas em 2 grupos. Os 6 primeiros lutam pelo campeonato, os 6 últimos para não descer, em ambos os grupos cada equipa deverá iniciar esta segunda fase com metade dos pontos.

Caso o 6º lugar dê acesso à UEFA deverá haver um jogo a duas mãos entre o 6º do grupo A e o 1º do grupo B (talvez tb tendo em conta os jogos entre eles na 1ª fase). Descem duas equipas à 2ª liga;

Na 2ª liga dois grupos de 12 equipas, um a norte outro a sul. Os 4 primeiros de cada grupo juntam-se para jogar entre eles, num grupo de 8 em que sobem à 1ª liga os 2 primeiros. Estas equipas levam para o grupo final pontos em função do seu lugar na classificação no grupo regional: 0 os 4ºs, 2 os 3ºs, 4 os 2ºs e 6 os 1ºs.

Os 8 últimos de cada grupo regional jogam entre eles para decidir os 3 que descem, para que subam 2 de cada uma das 3 séries da 2ª B.

Claro que o ideal mesmo era haver uma liga de 16 ou 18 equipas (a jogar a 1 mão) constituída por clubes de Portugal, Bélgica, Holanda e Escócia mas sei que é uma utopia.

Domingo, Novembro 13, 2005

Ainda os foras-de-jogo (é assim Batti?)

Em caso de dúvida prefiro que não os marquem para beneficiar quem ataca. É importante para o futebol que assim seja. Realmente não me importei muito com o golo do Naval contra o Benfica. Só me aborreceu que na semana seguinte se passasse o mesmo e que, para algumas pessoas, o Benfica fosse o grande beneficiado da jornada.

Em resposta a Pedro (França)

Disse Pedro:

«Já agora: “O investimento, o dinheiro, deve ser aplicado indirectamente, em melhores escolas, em creches e ATL’s que permitam que os miúdos não cresçam na rua”. Esse indirectamente tem que ser dirigido pelo Estado, ou inclui, por exemplo, reduções nos impostos de quem quiser escolher escolas de qualidade? Eu não creio que o problema francês se resuma a uma dicotomia entre liberalismo e socialismo mas não tenho dúvidas de que as promessas socialistas lhe permitiram atingir as dimensões que hoje vemos… e temo pensar como será o futuro!!!»

Sim, tem de ser dirigido pelo estado, ainda que com participações de privados, pois o estado é, antes de mais, uma sociedade institucionalizada. De qualquer forma, parece que estás está a «meter a martelo» nesta questão uma causa que te é querida mas que parece descontextualizada. Achas realmente que as pessoas destes bairros querem coisas como reduzir os impostos para pôr os filhos em escolas de qualidade?! Se calhar para colocá-las em escolas radicais islâmicas, o que dificilmente contribuiria para melhor a situação.

Se formos falar de uma oposição entre o liberalismo e o socialismo não me parece que este saia a perder... Quando, recentemente, explodiu algo semelhante na pátria do liberalismo que pareces defender (o liberalismo, não a pátria) foi uma autêntica guerra civil no meio da cidade e com mortos. E é um país em que se permite o que vimos em Nova Orleães.
E apresento outra vez a citação que fiz anteriormente sobre os EUA:

«Todo o tempo que vivi nesse país [vi] gente que sofria, injustiças colossais, pessoas de 70/80 anos que eram obrigadas a trabalhar à noite porque não tinham meios para viver, não tinham reformas; pessoas que vendiam os seus seguros de vida às seguradoras, que os compram a metade do preço, para poder pagar os medicamentos de que precisavam. É um país com uma violência inaceitável. Uma violência social, económica, que é exercida sobre os seus cidadãos.»

Enron's portuguesas...?

As instituições bancárias (o BCP é apenas uma delas) estão a querer passar os fundos de aposentadoria dos seus empregados para o sistema nacional de pensões. Isto ao mesmo tempo que nos estimulam através da publicidade a subscrever os seus PPR, o que é incrível. O governo, por sua vez, em vez de nos proteger incentiva-nos a investir as nossas poupanças em bancos que não confiam o seu dinheiro aos seus próprios planos. É isto o liberalismo a proteger...?

Insónias

Jerónimo de Sousa apresta-se para passar 10 anos a dormir mal.

Quarta-feira, Novembro 09, 2005

O dinheiro nos conflitos franceses

Não é a atirar dinheiro para o problema que ele se resolve (o nosso sistema de saúde provou isso até à exaustão). Contudo, é necessário um investimento nas pessoas e isso passa por colocar dinheiro onde é necessário. Não é uma questão de aumentar os subsídios directos. Os subsídios que estas pessoas têm asseguram a sua sobrevivência (é assim que tem de ser) mas não lhes permitem uma vida desafogada (e nem deveriam permitir).

O investimento, o dinheiro, deve ser aplicado indirectamente, em melhores escolas, em creches e ATL’s que permitam que os miúdos não cresçam na rua (e depois destruam as poucas creches que existem), em instituições desportivas, em centros de formação e reinserção (ou inserção...) profissional e em castigar a descriminação.

Há que lhes dar condições para que tenham esperança e diminuir drasticamente a descriminação, a ostensiva e a discreta, de que são alvo. Essas são para mim são as palavras base para a resolução do problema; ainda que haja muito pano para imensas mangas.

semiótica futebolistica

Depois do que vi este fim-de-semana, em Alvalade, nos Paços e na Luz há coisas que se tornaram claras. Ouvi o Paulo Bento dizer que não fazia diferença o golo defendido pelo super-Ricardo, o António Sousa dizer que o Rio Ave tinha sido prejudicado (!!) e que no jogo de Paços "no habia pasado nada". Que o Benfica anda a ser levado ao colo...

Depois da segunda semana a sofrer golos oriundos de posições em fora-de-jogo (fdj), em que o slb é expoliado de 4 pontos (mais os dois do jogo do scp e bem vemos que esta equipa já deveria estar a 7 pontos do slb. Está a 1...) ouvir dizer que o benfica anda a ser beneficiado tranquiliza-me a consciência. É que estando eu longe no último ano acreditei no que lia, que o benfica tinha sido campeão graças à arbitragem. Entretanto, vi repetidamente o golo do Luisão contra o scp o ano passado e prestei atenção ao que se passou esta semana e fiquei a saber que para os adversários o benfica ser levado ao colo significa não ser (muito) prejudicado.

Ser só um bocadinho prejudicado é na verdade, sendo o slb a jogar, ser beneficiado. A semiótica também dá jeito para o futebol.

Domingo, Novembro 06, 2005

Em maré de ironias...

Foi uma pena, e não vai qualquer ironia nesta palavra, que o Rui Nereu, jovem guarda-redes do Benfica, tivesse falhado aquela defesa no jogo com o Villa Real. São coisas do futebol. Espero que esse erro não estrague a vida a um jovem promissor e que as aves agoirentas do mundo do futebol não murmurem mais e não falem mais no assunto.
O treinador do Benfica, com cuja personalidade simpatizo, tem-me surpreendido. Tem revelado dotes de comentador desportivo, acima da média. Comenta tudo e bem. Parece um profissional, com aquela pontinha de fel, que faz parte. Que inveja! Há pessoas que são verdadeiros homens do Renascimento. Sabem fazer várias coisas e todas bem. Nada lhe escapa. Parece estar garantido o comentário de todos os jogos da Liga e de todos os erros da arbitragem e não apenas, como é natural, as incidências dos jogos de equipas que estão longe do topo da classificação e que não são ameaçadoras para o Benfica.

Super-Ricardo

O Scolari sempre tinha razão. O Ricardo é um guarda-redes de outro mundo. Só um guarda-redes de outro mundo conseguiria defender aquela bola contra o GilVicente.

França

Há severos problemas sociais na base dos confrontos que vemos diariamente em França. Pessoas que são quase apátridas, que os nacionalistas dizem não se querer integrar. Há muitos casos em que é verdade mas é um pouco obtuso dizer que as pessoas em geral têm prazer em estar à margem. A verdade é que é a própria França que os marginaliza, só são franceses os filhos de pessoas nascidas em França (que ainda não têm eles próprios a nacionalidade francesa).

É como receber alguém nas escadas do prédio, emprestar-lhe um colchão para aí dormir e dar-lhe pequenos trabalhos de manutenção do edifício que lhe permitam sobreviver. O generoso empregador e emprestador do colchão pode dizer que a pessoa dorme nessas condições mas que no seu país vivia na rua; mas é bizarro que depois venha acusá-lo de não se sentir como parte da sua família. Temos de pôr os olhos nisto pois estamos a cometer o mesmo erro em Portugal.

Outros falam de um neo-liberalismo que está a destruir o tecido social. Em parte é verdade. Ainda sábado pude ler na entrevista de Jean-Paul Dubois (escritor que viveu nos EUA):

«Todo o tempo que vivi nesse país [vi] gente que sofria, injustiças colossais, pessoas de 70/80 anos que eram obrigadas a trabalhar à noite porque não tinham meios para viver, não tinham reformas; pessoas que vendiam os seus seguros de vida às seguradoras, que os compram a metade do preço, para poder pagar os medicamentos de que precisavam. É um país com uma violência inaceitável. Uma violência social, económica, que é exercida sobre os seus cidadãos.»

Sei, inclusivamente, do caso de uma seguradora nos EUA que foi autorizada pelo director de saúde do seu estado a desfazer-se dos seus 14 mil clientes com maiores problemas de saúde de forma a não prejudicarem as contas da empresa. Uma violência exercida por privados com a autorização do estado.

E há muito boa gente, até gente que eu conheço, que acha que o sistema social europeu (talvez fosse melhor falar no plural) deveria ser como o norte-americano.

Dito isto, a esmagadora maioria das pessoas que participam nestes actos de vandalismo, que estão a destruir carros de pessoas de recursos médios-baixos, a atacar fábricas causando a perda de muitos empregos de pessoas de baixos recursos, e a provocar lesões a pessoas inocentes, são vândalos, são realmente «escumalha», ainda que um ministro não possa dizer isso.

A culpa de tudo continua a ser do homem branco ocidental e heteressexual. As minorias etnicas ou sexuais e as mulheres são sempre as vítimas.

Além de estar aqui presente um paternalismo xenófobo e misógino, com estes simplismos os problemas seguramente que não se irão resolver.

Sexta-feira, Novembro 04, 2005

A Short History of Nearly Everything

Quando me perguntam (perguntavam) para que servia a história (e eu me dignava a considerar tal criatura digna do meu mais débil pensamento) ocorria-me uma frase que vim depois a ouvir duas ou três vezes no México. I.e alguém disse algo que sabia que eu ia dizer depois. Temos aqui mais uma área potencial para os advogados norte-americanos. Ora, estes consitituem 1/3 dos advogados existentes em todo o mundo. Sabendo nós como anda o desemprego e como funciona a «segurança social» norte-americana é apenas humano dar-lhes algo de trabalho. Quando houver máquina do tempo contrato um para processar alguém (se não estiver eu desempregado).

Isto para chegar à tal frase: há que saber o que fomos para saber o que somos.

Isto aplica-se não apenas à história mas a tudo o que nos rodeia. Uma das várias passagens do A Short History of Nearly Everything, de Bill Bryson que merecem citação pode ser de alguma utilidade:

«So at various periods over the last 3.8 billion years you have abhorred oxygen and then doted on it, grow fins and limbs and jaunty sails, laid eggs, flicked the air with a forked tongue, been sleek, been flury, lived underground , lived in trees, been as big as a deer and as small as mouse, and a million things more. The tiniest deviation from any of these evolutionary imperatives and you might now be licking algae from cave walls or lolling walrus-like in some stony shore or disgorging air through a blowhole in the top of your head before diving sixty feet for a mouthful of delicious sandworms.»

Quinta-feira, Novembro 03, 2005

As ironias de um mundo inconsciente

Os caçadores estão agora encarregues de vigiar as aves migratórias, de modo a averiguar se há casos de gripe asiática entre elas. Não deixa de ser irónico, o carrasco preocupar-se com a saúde da vítima.

O mundo não cessa de nos lançar ironias à cara

Mários Soares duvida das capacidades e dos conhecimentos de Cavaco Silva para desempenhar o cargo a que ambos concorrem.

Mitla e banhos nas alturas

A viagem de San Cristobal de las Casas até ao estado de Oaxaca, onde fomos encontrar um sol seco e uma chuva miudinha não demasiado molhada foi longa e demorada.

Não chegámos a alcançar a cidade de Oaxaca nessa noite; as distancias no México são de dimensões completamente diferentes a que estamos habituados. De San Cristobal a Oaxaca é quase como de Lisboa a Saragoça...sem auto-estrada.

Bem, mas as coisas nem nos saíram assim tão mal pois dormimos perto de um dos nossos objectivos: Mitla. Esta cidade dominou a zona de Oaxaca (em que predominavam Zapotecas e Mixtecos) no Pós-Clássico, depois do fim da preponderância de Monte Alban, que se encontra a cerca de 30km. A arquitectura de Mitla é notável, destacando-se o uso de grecas de carácter abstracto e estilizado. Grande centro religioso até hoje, como boa parte dos aglomerados deste país, encontra-se nessa localidade uma curiosa combinação de Igreja e ruínas pré-hispânicas. A Igreja encontra-se mesmo no meio destas.

Um pouco mais adiante podemos ver outro centro zapoteca, Yagul, este de carácter mais militar, como se pode depreender da própria localização do sítio, no topo de uma elevação que domina todo o vale de Oaxaca e onde se pode ver a chuva a deslocar-se como uma viatura por uma auto-estrada. Apesar de ser um local de dimensões modestas em termos mesoamericanos é aqui que encontramos o 2º maior campo de Jogo da Bola.

Aproveitamos aqui para dar um pulo até Hierve el Agua, um local com águas minerais com muito sódio e que com a sua circulação ao longo de séculos acabaram por criar umas estruturas que parecem umas cascatas petrificadas. O Luís e eu tomámos aí uma bela banhoca tendo como pano de fundo uma paisagem marcada por uma orografia irregular de uma vastidão imensa (como o estilo do Ivo).

Já muito perto de Oaxaca encontramos a localidade conhecida por El Tule. Isto porque é dominada por um...Tule. É um ahuhuete que é considerado a maior árvore do mundo em termos de massa.

Os arredores de Oaxaca em imagens

A maior massa arbórea existente.

Do topo da fortaleza de Yagual vê-se todo o vale e o resto da cidade.
Destaca-se o campo de jogo da bola.

O Pré-hispânico e o colonial. Está um pouco escura...

As grecas de Mitla, renda e pontos cruz em pedra

A cascata seca

A bela da banhoca a quase 2ooo mts

Conferências sobre o tempo

No final deste mês há um ciclo de conferências na Universidade Nova de Lisboa (FCSH) que não deveriam perder. É subordinado ao tempo e este vosso servidor vai lá estar, como nódoa de vinho em toalha de linho.

Programa

23 de Novembro
10.00 – Abertura

10.15 – José Sales (Universidade Aberta):
«Concepção e percepção de tempo e de
temporalidade no Egipto antigo»

10.45 – Telo Canhão (Doutorando da Faculdade de
Letras – Universidade de Lisboa): «O calendário
egípcio: origem, estrutura e sobrevivências»

11.15 – Discussão

11.45 – António Ramos dos Santos (Faculdade de
Letras – Universidade de Lisboa): «A
Historiografia e o Tempo na Mesopotâmia»

12.15 – Francisco Caramelo (Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa):
«Os calendários mesopotâmicos, o culto e as
hemerologias»

12.45 – Discussão

13.00 – Pausa para almoço

15.00 – Leonor Santa Bárbara (Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de
Lisboa): «Uma concepção literária do tempo – os
poemas homéricos»

15.30 – Adriana Nogueira (Faculdade de Ciências
Humanas e Sociais – Universidade do Algarve): «Lá
pelas calendas gregas»

16.00 – Discussão

16.15 – Pausa

16.30 – Luís Cerqueira (Faculdade de Letras –
Universidade de Lisboa): «O tempo nos poetas
augustanos»

17.00 – Maria do Rosário Laureano Santos
(Faculdade de Ciências Sociais e Humanas –
Universidade Nova de Lisboa): «Os contornos do
tempo: calendários na Roma Antiga»

17.30 – Discussão

17.45 – Conclusão dos trabalhos

20.00 – Jantar oferecido aos conferencistas
24 de Novembro

10.00 – José Ramos (Faculdade de Letras –
Universidade de Lisboa): «O espaço do tempo
segundo o Judaísmo»

10.45 – Discussão

11.00 – José Tolentino de Mendonça (Faculdade de
Teologia – Universidade Católica Portuguesa):
«Crise e sentido do tempo no Novo Testamento»

11.45 – Discussão

12.00 – Pausa

12.15 – Hermenegildo Fernandes (Faculdade de
Letras – Universidade de Lisboa): «A História
contemporânea entre a memória e o Taqlid: em
torno do Al-Mann bil-Imama de Ibn Sahib al-sala»

13.15 – Pausa para almoço

15.00 – Carlos Silva (Universidade Católica
Portuguesa): «De kala a ksana – Recorrência e
instantaneidade no pensamento hindu»

15.30 – Luís Filipe Thomaz (Instituto Oriental –
Universidade Católica Portuguesa): «Calendários
da Índia»

16.00 – Discussão

16.15 – Pausa

16.30 – Maria Trigoso (Universidade Aberta): «A
tradição chinesa e a (não) questão do Tempo»

17.00 – Discussão

17.15 – Miguel Conde (Mestrando na Universidad
Nacional Autónoma de México): «Ciclos de tempo
no México antigo»

17.45 – Discussão

18.00 – Encerramento